A maneira que as coisas são arrastadas confirma a existência de um buraco negro em meu peito.
Nada sobra.
As coisas ruins entram e as boas não tem tempo nem de ser. Elas são puxadas lenta e frequentemente pra dentro de algo que eu não ouso chegar perto.
Se de alguma maneira os astros se alinharam e todos os corpos celestes se posicionaram para dar lugar a esse grande sugador de sentimentos que eu nem queria, que seja.
Eu sento e vejo tudo sendo destruído, o que foi e que ainda seria. Sou observadora da catástrofe que acontece com uma frequência grande o suficiente pra ser considerada natural.
Observo e não entendo. Flutuo e não entendo. Sou mergulhadora com ofício de astronauta. Aceito.
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